acumuladores compulsivos

Montanhas de lixos acumulados, que até dificultam a circulação no ambiente, e um forte odor que pode ser sentido antes mesmo de entrar na residência. Se você já assistiu ao reality show sobre acumuladores compulsivos, certamente visualizou essa cena em sua mente. 

Para muito além de um desleixo ou excesso de apego material, estamos falando de um transtorno que exige um forte apoio familiar e tratamento intensivo com psicólogos e psiquiatras. E se você conhece alguma pessoa que sofre com essa doença, acompanhe esse artigo para saber de que forma você pode ajudá-la.

O que é um acumulador compulsivo?

Segundo a psicóloga Paula Paim, a acumulação compulsiva é como chamamos um transtorno psiquiátrico que tem como nome oficial disposofobia. “Ela é caracterizada pela compulsão de acumular objetos, devido à crença de que eles podem ser úteis em algum momento no futuro”, explica. 

A simples ideia de descartar qualquer item de sua residência gera uma grande angústia no acumulador e, por isso, até mesmo lixos (incluindo, em muitos casos, restos de alimentos) vão se aglomerando, fazendo com que o local fique inóspito. Esse cenário costuma gerar um afastamento social, fazendo com que o convívio familiar fique cada vez mais prejudicado.  

Existe, ainda, um tipo de acumulação compulsiva chamada de Síndrome de Noé, em que a pessoa acumula animais domésticos.

A especialista destaca que, além de um transtorno mental, trata-se também de um problema de saúde pública, uma vez que esses animais acabam vivendo em um ambiente sem qualquer cuidado básico ou higiene, sendo foco de doenças para eles e para quem vive ao redor. 

O que leva alguém a ser acumulador?

Não é possível apontar uma única causa para essa síndrome. No entanto, alguns fatores podem levar à acumulação, como:

  • genética;
  • acontecimentos estressantes;
  • psicoses;
  • depressão;
  • anorexia nervosa;
  • transtornos obsessivo-compulsivos. 

O que a psicologia diz sobre acumuladores?

Por muitos anos, o Transtorno de Acumulação não foi considerado um transtorno mental, tanto pela Classificação Internacional de Doenças (CID) da Organização Mundial de Saúde (OMS), quanto pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) da Associação Psiquiátrica Americana (APA). 

Isso mudou nas últimas duas décadas, período em que foi identificado que o quadro possui características distintas do TOC, embora seja classificado como pertencente ao grupo dos Transtornos Obsessivo Compulsivos.

Quais são os sintomas de um acumulador?

Entre os sintomas que fazem com que seja diagnosticado o transtorno de acumulação, podemos citar três mais evidentes: 

  1. dificuldade em descartar ou se desfazer de posses, independentemente de seu valor real;
  2. sentimento de angústia diante da possibilidade de ter que se desfazer de qualquer um de seus bens;
  3. comprometimento da capacidade funcional em qualquer setor da vida, como trabalho, estudo, vida social, convívio familiar.
crianças em ambiente com objetos acumulados
(Envato Elements)

Qual o tipo de tratamento indicado para acumuladores compulsivos?

Segundo a psicóloga, o tratamento é realizado por meio da terapia comportamental associada ao acompanhamento psiquiátrico, uma vez que pode ser necessário o uso de medicamentos antidepressivos. 

Vale ressaltar que esse é um tratamento longo, que requer paciência e muito apoio de familiares e amigos, inclusive para detectar o problema e procurar ajuda profissional.

Isso porque, normalmente, o compulsivo não percebe ou reconhece seu problema como uma doença que exige cuidado – e tende a ser bastante resistente quando alguém aponta para eles, o cenário.

Preparamos, também, um artigo sobre como saúde mental e limpeza da casa estão intimamente ligados. Indicamos dar uma conferida! 

Aproveite para ver as dicas da personal organizer Cora Fernandes, que sugere passos para manter tudo no lugar e evitar itens em excesso em casa.

E para receber mais dicas sobre organização, higiene e muito mais para colaborar com o seu bem-estar, continue acompanhando o Cada Casa um Caso.

Até a próxima! 

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